Gerenciamento de riscos pgr

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O que é gerenciamento de riscos PGR?

O gerenciamento de riscos PGR é a forma estruturada de identificar, avaliar, controlar e acompanhar os riscos ocupacionais existentes em uma empresa.

Na prática, o PGR é o Programa de Gerenciamento de Riscos previsto na NR-01 e funciona como um dos principais instrumentos da segurança do trabalho para organizar a prevenção, apoiar a conformidade legal e orientar decisões sobre medidas de controle.

Definição curta: PGR é o Programa de Gerenciamento de Riscos da NR-01, utilizado para registrar os perigos, avaliar os riscos ocupacionais e definir um plano de ação para prevenir acidentes e agravos à saúde dos trabalhadores.

Um ponto importante é que o PGR não deve ser entendido apenas como um documento entregue e arquivado.

Ele faz parte do GRO, o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais, e deve refletir um processo contínuo: levantar perigos no ambiente de trabalho, analisar a exposição dos trabalhadores, classificar riscos, definir controles, acompanhar ações e revisar informações quando necessário.

Em uma empresa, isso significa transformar informações dispersas sobre segurança do trabalho em uma base técnica organizada.

O PGR normalmente reúne dois elementos centrais: o inventário de riscos ocupacionais, com a identificação e avaliação dos perigos, e o plano de ação, com medidas preventivas, responsáveis e prioridades de acompanhamento.

De forma resumida, o PGR serve para:

  • identificar perigos físicos, químicos, biológicos, ergonômicos e de acidentes;
  • avaliar riscos ocupacionais conforme a realidade das atividades e dos ambientes;
  • organizar medidas de controle e ações preventivas;
  • apoiar o atendimento à NR-01 e a gestão de documentos de SST;
  • contribuir para a redução de acidentes e para ambientes de trabalho mais seguros;
  • fornecer base técnica para a melhoria contínua da gestão de Segurança e Saúde do Trabalho.

Com 21 anos de experiência em Segurança e Saúde do Trabalho, a Prezervare atua na elaboração do PGR com foco em soluções práticas para a gestão de riscos ocupacionais, incluindo inventário de riscos, plano de ação e orientação técnica conforme a NR-01.

Esse apoio é especialmente relevante para empresas que precisam estruturar a prevenção com respaldo técnico, documentação coerente e visão aplicada à rotina operacional.

Qual é a diferença entre PGR e GRO?

A diferença entre GRO e PGR está na função de cada um dentro da NR-01: o GRO, Gerenciamento de Riscos Ocupacionais, é o processo amplo e contínuo de gestão dos riscos ocupacionais; já o PGR, Programa de Gerenciamento de Riscos, é a forma estruturada de documentar e operacionalizar esse gerenciamento, principalmente por meio do inventário de riscos e do plano de ação.

Em termos práticos, o GRO é a lógica de gestão: identificar perigos, avaliar riscos, definir controles, acompanhar medidas e revisar o que for necessário.

O PGR é o programa que organiza essas informações em registros técnicos, permitindo que a empresa demonstre como está tratando os riscos existentes em seus ambientes e atividades.

Aspecto GRO PGR
O que é Gerenciamento de Riscos Ocupacionais Programa de Gerenciamento de Riscos
Função Processo contínuo de gestão ocupacional Documento/programa que estrutura o gerenciamento
Base NR-01 NR-01
Foco Identificar, avaliar, controlar e acompanhar riscos Registrar inventário de riscos e plano de ação
Natureza Mais ampla e gerencial Mais operacional e documental
Uso na empresa Orienta a tomada de decisão em SST Evidencia e organiza as medidas de prevenção

Um erro comum é tratar o PGR como uma ação isolada, feita apenas para cumprir uma exigência documental.

Na realidade, o PGR deve funcionar como parte operacional do GRO: ele reúne as informações que permitem transformar a gestão de riscos ocupacionais em ações acompanháveis, com prioridades, medidas de controle e registros coerentes com a realidade da empresa.

Por exemplo: em uma empresa com máquinas, movimentação de cargas e exposição a agentes ambientais, o GRO envolve a rotina de reconhecer perigos, avaliar a gravidade dos riscos, definir controles e revisar medidas.

O PGR, por sua vez, documenta esse processo no inventário de riscos e no plano de ação, indicando quais perigos foram identificados, quais trabalhadores podem estar expostos, quais controles existem e quais ações precisam ser acompanhadas.

A Prezervare atua na elaboração do PGR conforme a NR-01, conectando a avaliação técnica dos riscos ocupacionais à organização documental necessária para apoiar a conformidade legal e a prevenção.

Com 21 anos de experiência em Segurança e Saúde do Trabalho, a empresa contribui para que o programa não seja apenas um arquivo formal, mas uma ferramenta prática de gestão de riscos ocupacionais.

o GRO é o gerenciamento contínuo dos riscos ocupacionais, e o PGR é o programa que documenta e viabiliza esse gerenciamento conforme a NR-01.

Para que serve o PGR nas empresas?

O PGR serve para organizar a gestão de riscos ocupacionais dentro da empresa, transformando perigos identificados no ambiente de trabalho em medidas de controle, registros técnicos e ações preventivas acompanháveis.

Na prática, ele ajuda a empresa a sair de uma visão dispersa dos riscos e passar a trabalhar com prioridades claras para proteger trabalhadores, melhorar a Segurança e Saúde do Trabalho e apoiar a conformidade com a NR-01.

Principais finalidades do PGR nas empresas:

  1. Identificar perigos nos ambientes e atividades
    O PGR permite reconhecer situações, fontes ou condições que possam causar danos aos trabalhadores, como agentes físicos, químicos, biológicos, fatores ergonômicos e riscos de acidentes.

    Essa identificação deve considerar o trabalho real, as tarefas executadas, os setores envolvidos e as condições encontradas na operação.

  2. Avaliar e classificar os riscos ocupacionais
    Depois de identificar os perigos, o programa organiza a avaliação dos riscos, considerando aspectos como exposição, probabilidade e severidade.

    Isso ajuda a empresa a entender quais riscos exigem maior atenção e quais medidas devem ser priorizadas.

  3. Definir medidas de controle
    O PGR orienta a escolha de medidas preventivas e corretivas para reduzir ou controlar riscos.

    Essas medidas podem envolver adequações no ambiente, melhorias em processos, uso de proteções, orientações operacionais, treinamentos e acompanhamento das condições de trabalho, conforme a análise técnica aplicável.

  4. Gerar o inventário de riscos ocupacionais
    O inventário de riscos é um dos principais elementos do PGR.

    Ele registra os perigos identificados, os riscos avaliados, os trabalhadores expostos, as medidas já existentes e as informações necessárias para orientar decisões de Segurança e Saúde do Trabalho.

  5. Criar um plano de ação
    O plano de ação transforma a avaliação de riscos em atividades práticas, com prioridades, responsáveis e acompanhamento interno.

    Assim, a empresa consegue documentar o que precisa ser feito, monitorar a evolução das medidas e manter maior controle sobre a prevenção.

  6. Apoiar a adequação legal e a gestão de SST
    Como o PGR está relacionado à NR-01, sua elaboração contribui para a organização da documentação de Segurança e Saúde do Trabalho e para a gestão dos riscos ocupacionais.

    Ele também oferece suporte às demandas de SST relacionadas ao eSocial, quando aplicável ao contexto da empresa.

  7. Prevenir acidentes e melhorar a tomada de decisão
    Mais do que cumprir uma exigência documental, o PGR ajuda gestores, responsáveis por SST e lideranças operacionais a tomarem decisões com base em riscos reais.

    Isso favorece a prevenção de acidentes, a redução de falhas de controle e a melhoria contínua das condições de trabalho.

Exemplo prático de aplicação: em uma empresa de logística, o PGR pode ajudar a mapear riscos em áreas de carga e descarga, circulação de veículos, movimentação manual de materiais, operação de equipamentos e exposição dos trabalhadores a diferentes condições ambientais.

A partir desse levantamento, a empresa consegue registrar os riscos no inventário e definir ações no plano de ação, como ajustes operacionais, medidas de sinalização, controles sobre equipamentos e orientações preventivas aos trabalhadores.

A avaliação deve ser conduzida com critério técnico e, quando aplicável, por profissionais habilitados, pois o PGR precisa refletir a realidade da empresa e não apenas um modelo genérico.

A Prezervare atua na elaboração do PGR contemplando inventário de riscos, avaliação dos riscos ocupacionais e plano de ação, com foco em soluções práticas para gestão de riscos, prevenção e conformidade legal.

Para gestores, a síntese é simples: o PGR serve para enxergar os riscos com clareza, organizar prioridades e acompanhar medidas de controle de forma documentada.

Com isso, a empresa fortalece sua gestão de Segurança e Saúde do Trabalho e cria uma base mais consistente para proteger seus trabalhadores.

O PGR é obrigatório?

Sim.

O PGR é obrigatório quando a empresa precisa atender às exigências da NR-01 relacionadas ao Gerenciamento de Riscos Ocupacionais, especialmente quando há riscos ocupacionais a serem identificados, avaliados, controlados e documentados.

Na prática, ele funciona como a base documental que organiza o inventário de riscos e o plano de ação da empresa em Segurança e Saúde do Trabalho.

A NR-01 é a referência normativa para o Programa de Gerenciamento de Riscos e orienta que a gestão de riscos não seja tratada apenas como um arquivo formal, mas como um processo contínuo de prevenção.

Por isso, o PGR deve refletir a realidade das atividades, dos ambientes de trabalho, dos perigos existentes, dos trabalhadores expostos e das medidas de controle necessárias.

Alerta de conformidade: a obrigatoriedade e a forma correta de elaboração do PGR devem ser analisadas conforme o enquadramento e a realidade ocupacional de cada organização.

Empresas com operações, setores, máquinas, produtos químicos, movimentação de cargas, obras, atividades administrativas ou exposição a agentes físicos, químicos, biológicos, ergonômicos e de acidentes podem ter necessidades diferentes de avaliação e documentação.

Manter o PGR atualizado também é parte essencial da conformidade.

Mudanças em processos, layout, equipamentos, funções, atividades, exposição a riscos ou medidas de controle podem exigir revisão técnica para que a documentação de SST continue coerente com o ambiente de trabalho.

Para evitar falhas de interpretação e documentos genéricos, o ideal é contar com avaliação técnica.

A Prezervare, com 21 anos de experiência em Segurança e Saúde do Trabalho, atua no apoio à conformidade legal por meio da elaboração do PGR conforme a NR-01, incluindo inventário de riscos, plano de ação e orientação técnica para empresas que precisam estruturar melhor sua gestão de riscos ocupacionais.

Quais riscos ocupacionais entram no PGR?

No PGR, os riscos ocupacionais que entram no inventário de riscos são aqueles relacionados aos perigos existentes nos ambientes de trabalho, nas atividades executadas, nas tarefas rotineiras e não rotineiras e nas possíveis fontes de exposição dos trabalhadores.

A classificação mais usada em Segurança e Saúde do Trabalho organiza esses riscos em cinco grupos principais: físicos, químicos, biológicos, ergonômicos e de acidentes.

  1. Riscos físicos
    São riscos associados a agentes físicos presentes no ambiente de trabalho, como ruído, vibração, calor, frio, umidade, radiações e pressões anormais.

    Em indústrias e fábricas, por exemplo, podem aparecer em áreas com máquinas ruidosas, processos térmicos ou equipamentos que geram vibração.

  2. Riscos químicos
    Envolvem a exposição a substâncias, produtos ou misturas químicas que podem estar na forma de poeiras, fumos, névoas, vapores, gases ou líquidos.

    Podem ocorrer em atividades com solventes, tintas, combustíveis, produtos de limpeza, soldagem, manipulação de insumos industriais ou armazenamento de materiais químicos.

  3. Riscos biológicos
    Estão ligados à possível exposição a microrganismos, como vírus, bactérias, fungos e outros agentes biológicos.

    Podem ser relevantes em serviços de limpeza, manutenção de ambientes, coleta de resíduos, atividades em áreas contaminadas ou locais com contato potencial com material orgânico.

  4. Riscos ergonômicos
    Relacionam-se à organização do trabalho, postura, esforço físico, repetitividade, levantamento e transporte de cargas, ritmo de trabalho e condições do posto.

    Em escritórios, por exemplo, podem envolver mobiliário inadequado e postura prolongada; em logística e centros de distribuição, podem envolver movimentação manual de cargas e repetição de tarefas.

  5. Riscos de acidentes
    Abrangem situações com potencial de causar lesões imediatas, como máquinas sem proteção adequada, partes móveis expostas, queda de altura, choque elétrico, circulação de veículos, armazenamento inadequado, arranjo físico inseguro, ferramentas defeituosas e risco de incêndio ou explosão.

Uma distinção importante no inventário é entender a diferença entre perigo e risco.

O perigo é a fonte com potencial de causar dano; o risco considera a chance de esse dano ocorrer e a gravidade possível.

Por exemplo: uma máquina sem proteção em uma área produtiva é um perigo; o risco envolve a probabilidade de contato do trabalhador com partes móveis e a severidade da lesão que poderia ocorrer.

Na prática, o PGR deve observar o trabalho real, e não apenas uma lista genérica de agentes.

O levantamento precisa considerar ambientes, setores, funções, máquinas, equipamentos, produtos utilizados, forma de execução das tarefas, trabalhadores expostos e medidas de controle já existentes.

Exemplos de riscos por tipo de empresa:

  • Indústrias e fábricas: ruído, máquinas, produtos químicos, calor, movimentação de materiais e riscos mecânicos.
  • Logística, transportadoras e centros de distribuição: circulação de veículos, empilhadeiras, movimentação de cargas, quedas, esforço físico e organização do fluxo operacional.
  • Construção civil: trabalho em altura, queda de materiais, poeiras, ruído, eletricidade, máquinas e ferramentas.
  • Comércio e varejo: ergonomia, quedas no mesmo nível, estoque, movimentação de mercadorias, instalações elétricas e uso de equipamentos.
  • Escritórios: postura prolongada, mobiliário, repetitividade, iluminação, organização do posto e condições ambientais.
  • Condomínios e prestadores de serviços: limpeza, manutenção, produtos químicos, eletricidade, altura, ferramentas e circulação em áreas comuns.

Por isso, não é recomendável definir os riscos do PGR apenas por modelo pronto.

O inventário deve refletir a realidade do local de trabalho.

A Prezervare realiza visita técnica presencial e avaliação por profissionais habilitados, o que ajuda a identificar perigos de forma mais fiel, classificar riscos com critério técnico e orientar medidas de controle adequadas ao contexto da empresa.

Quais são as etapas do gerenciamento de riscos PGR?

As etapas do gerenciamento de riscos PGR devem seguir uma lógica técnica: primeiro a empresa entende sua realidade operacional, depois identifica perigos, avalia e classifica riscos, define medidas de controle e acompanha a execução do plano de ação.

Na prática, o PGR não termina com a entrega de um documento; ele precisa funcionar como um processo contínuo de prevenção e gestão de Segurança e Saúde do Trabalho.

Checklist das etapas do PGR

  1. Levantamento inicial das informações da empresa
    A primeira etapa é reunir dados sobre atividades, setores, funções, processos, máquinas, equipamentos, ambientes de trabalho e rotinas operacionais.

    Esse levantamento ajuda a delimitar onde os riscos podem existir e quais trabalhadores podem estar expostos.

  2. Visita técnica e reconhecimento dos ambientes de trabalho
    A avaliação presencial permite observar condições reais que dificilmente aparecem apenas em documentos.

    Nessa fase, são analisados postos de trabalho, circulação de pessoas, fontes de exposição, organização das tarefas e situações que possam gerar perigos físicos, químicos, biológicos, ergonômicos ou de acidentes.

    A Prezervare contempla visita técnica presencial em seu serviço, com avaliação conduzida por profissionais habilitados.

  3. Identificação de perigos
    O objetivo é reconhecer tudo que pode causar dano à saúde ou à segurança dos trabalhadores.

    Um perigo pode estar em uma máquina sem proteção adequada, em uma substância química, em ruído elevado, em esforço repetitivo, em trabalho em altura ou em uma rotina operacional mal controlada.

  4. Avaliação e classificação dos riscos
    Depois de identificar os perigos, é necessário avaliar o risco associado a cada situação.

    Essa análise considera fatores como possibilidade de ocorrência, gravidade potencial, trabalhadores expostos, frequência de exposição e controles já existentes.

    A classificação ajuda a separar riscos críticos de situações menos prioritárias.

  5. Elaboração do inventário de riscos ocupacionais
    O inventário organiza tecnicamente as informações levantadas: perigos identificados, fontes geradoras, atividades relacionadas, grupos expostos, avaliação do risco e medidas de controle existentes ou necessárias.

    Ele deve refletir a realidade da empresa, não apenas um modelo genérico.

  6. Priorização das ações preventivas
    Com os riscos classificados, a empresa consegue definir o que precisa ser tratado primeiro.

    A priorização evita que todas as ações sejam vistas como igualmente urgentes e permite concentrar esforços nos riscos mais relevantes para a saúde, a segurança e a conformidade legal.

  7. Definição das medidas de controle
    As medidas podem envolver adequações técnicas, mudanças de processo, proteções coletivas, procedimentos, treinamentos, sinalizações, organização do trabalho ou outras ações preventivas compatíveis com a avaliação realizada.

    A definição deve seguir método técnico e considerar a viabilidade de controle do risco na realidade da operação.

  8. Elaboração do plano de ação
    O plano de ação transforma a avaliação em gestão prática.

    Ele deve indicar quais medidas serão executadas, responsáveis internos, prioridades, critérios de acompanhamento e registros de evolução.

    Essa etapa é essencial para que o PGR não fique restrito ao diagnóstico.

  9. Integração com a gestão de SST e eSocial SST, quando aplicável
    As informações do PGR podem apoiar outros processos de Segurança e Saúde do Trabalho e contribuir para a organização das obrigações relacionadas ao eSocial SST, quando aplicável ao contexto da empresa.

    A integração evita retrabalho e melhora a consistência das informações ocupacionais.

  10. Acompanhamento, revisão e melhoria contínua
    A última etapa não é simplesmente arquivar o programa.

    O acompanhamento verifica se as ações planejadas foram implementadas, se os controles continuam eficazes e se mudanças na empresa exigem revisão do inventário ou do plano de ação.

    Por isso, o suporte técnico contínuo é um diferencial importante para manter o PGR útil ao longo do tempo.

Fluxo prático do PGR

Levantamento inicial → visita técnica → identificação de perigos → avaliação de riscos → classificação e priorização → inventário de riscos → plano de ação → implantação de controles → acompanhamento e revisão.

Esse fluxo mostra que o PGR é uma ferramenta de gestão, não apenas uma obrigação documental.

Quando bem estruturado, ele ajuda a empresa a transformar riscos dispersos em decisões organizadas, rastreáveis e alinhadas à prevenção.

Resumo executivo para gestores

Para gestores, a forma mais simples de entender o PGR é pensar nele como um mapa de riscos com plano de execução.

Ele mostra onde estão os principais perigos, quais riscos precisam de maior atenção, quais controles devem ser adotados e como acompanhar a evolução das ações.

Com 21 anos de experiência em Segurança e Saúde do Trabalho, a Prezervare atua na elaboração do PGR conforme a NR-01, com visita técnica presencial, profissionais habilitados e suporte técnico para empresas que precisam fortalecer a prevenção e a conformidade legal.

Como é feito o inventário de riscos ocupacionais?

O inventário de riscos ocupacionais é a parte do PGR que organiza, de forma técnica e rastreável, os perigos identificados nos ambientes de trabalho e a avaliação dos riscos associados a cada atividade.

Ele deve representar a realidade da empresa, considerando ambientes, processos, tarefas, fontes geradoras, trabalhadores expostos, medidas de controle existentes e critérios de avaliação como severidade e probabilidade.

Na prática, o inventário não deve ser tratado como um modelo preenchido de forma genérica.

Ele funciona como uma base de decisão para a gestão de Segurança e Saúde do Trabalho, pois permite entender onde estão os riscos mais relevantes, quais controles já existem e quais pontos precisam de atenção no plano de ação do PGR.

Um inventário de riscos ocupacionais normalmente registra informações como:

  • Ambientes avaliados: setores, áreas operacionais, escritórios, obras, depósitos, linhas de produção ou demais locais de trabalho.
  • Atividades e tarefas executadas: descrição do que os trabalhadores fazem em cada função ou processo.
  • Perigos identificados: situações, agentes ou condições capazes de causar dano.
  • Fontes geradoras: máquinas, equipamentos, produtos químicos, ruído, calor, movimentação de cargas, layout, ferramentas ou outros fatores presentes no trabalho.
  • Grupos de riscos: físicos, químicos, biológicos, ergonômicos e de acidentes, conforme aplicável à realidade ocupacional.
  • Trabalhadores expostos: funções, cargos ou grupos de trabalhadores que podem estar sujeitos ao risco.
  • Medidas existentes: controles já adotados, como proteções coletivas, procedimentos, sinalização, treinamentos, EPIs ou adequações técnicas.
  • Avaliação do risco: análise da probabilidade de ocorrência e da severidade do possível dano.
  • Classificação ou priorização: organização dos riscos conforme sua relevância para orientar decisões preventivas.
  • Recomendações técnicas: indicação de medidas de controle ou melhorias a serem consideradas no plano de ação.

Um exemplo simples ajuda a diferenciar perigo e risco: uma máquina sem proteção adequada pode ser considerada um perigo; o risco envolve a chance de um trabalhador sofrer um acidente ao operar ou acessar essa máquina e a gravidade possível desse evento.

Por isso, o inventário precisa ir além de listar perigos: ele deve avaliar o contexto de exposição e as medidas já existentes.

A qualidade do inventário depende do levantamento técnico.

Informações copiadas de modelos prontos podem deixar de refletir condições reais do ambiente, como mudanças de layout, atividades simultâneas, equipamentos utilizados, produtos manipulados ou rotinas específicas de cada setor.

Esse desalinhamento prejudica o plano de ação e pode comprometer a utilidade do PGR como ferramenta de prevenção.

Na Prezervare, a elaboração do PGR contempla avaliação presencial e análise por profissionais habilitados, com emissão de ART quando aplicável.

Esse cuidado técnico contribui para que o inventário de riscos ocupacionais seja coerente com a realidade da empresa e sirva de base para decisões mais objetivas sobre controles, prioridades e acompanhamento das ações de Segurança e Saúde do Trabalho.

Mini checklist para um inventário mais consistente:

  • O inventário descreve os ambientes e atividades reais da empresa?
  • Os perigos foram relacionados às fontes geradoras?
  • Os trabalhadores expostos foram identificados por função, setor ou atividade?
  • As medidas de controle já existentes foram registradas?
  • A avaliação considera probabilidade e severidade?
  • Os riscos foram priorizados para apoiar o plano de ação?
  • O documento está coerente com a visita técnica e com as condições observadas no local?
  • Há registro suficiente para orientar revisões futuras do PGR?

O que deve conter no plano de ação do PGR?

O plano de ação do PGR é a parte que transforma a avaliação de riscos em decisões práticas de Segurança e Saúde do Trabalho.

Depois que os perigos são identificados e os riscos ocupacionais são avaliados no inventário, o plano organiza o que será feito, quem acompanhará cada medida, quais prioridades devem ser tratadas primeiro e como a empresa registrará a evolução das ações preventivas e corretivas.

Em termos práticos, ele deve funcionar como um roteiro de gestão: não basta listar riscos; é necessário definir medidas de controle coerentes, responsáveis internos, critérios de prioridade, prazos internos compatíveis com a realidade da empresa e formas de acompanhamento.

Na lógica da NR-01, o PGR precisa apoiar a prevenção de acidentes, a melhoria contínua e a conformidade da gestão ocupacional.

Estrutura recomendada para o plano de ação do PGR

Um plano de ação bem estruturado costuma conter:

  1. Risco ou perigo identificado

    • Descrição do perigo observado no ambiente, atividade, equipamento, processo ou tarefa.
    • Relação com o risco avaliado no inventário de riscos ocupacionais.
  2. Classificação e prioridade do risco

    • Indicação da relevância do risco, considerando critérios técnicos como severidade, probabilidade e exposição.
    • Priorização das situações que exigem maior atenção preventiva.
  3. Medida de controle proposta

    • Ação preventiva ou corretiva necessária para eliminar, reduzir ou controlar o risco.
    • Pode envolver adequações técnicas, procedimentos, sinalização, treinamento, proteção coletiva, organização do trabalho ou outras medidas definidas conforme avaliação técnica.
  4. Responsável pelo acompanhamento

    • Definição de quem acompanhará a execução da ação dentro da empresa.
    • O responsável não precisa necessariamente executar tudo sozinho, mas deve assegurar que a medida seja monitorada e registrada.
  5. Prazo interno para execução

    • Definição de prazo conforme a criticidade do risco, a viabilidade operacional e a análise técnica.
    • O prazo deve ser tratado como instrumento de gestão, não como dado genérico aplicado igual para todas as empresas.
  6. Status da ação

    • Registro se a medida está pendente, em andamento, concluída ou em revisão.
    • Esse controle ajuda a evitar que o PGR se torne apenas um documento arquivado.
  7. Evidências e registros

    • Comprovações da execução, como registros internos, fotos, ordens de serviço, relatórios, treinamentos ou documentos aplicáveis.
    • As evidências fortalecem a rastreabilidade da gestão de SST.
  8. Revisão e acompanhamento

    • Verificação periódica para confirmar se a medida adotada foi eficaz.
    • Quando houver mudanças no ambiente, processo, atividade ou exposição, o plano pode precisar ser revisado.

Exemplo genérico de ação no PGR

Imagine que, durante a avaliação, seja identificado risco de acidente relacionado a uma máquina com ponto de operação exposto.

O plano de ação poderia registrar:

  • Perigo identificado: contato com partes móveis da máquina.
  • Risco associado: acidente com lesão durante a operação.
  • Prioridade: definida conforme avaliação técnica da severidade e probabilidade.
  • Medida de controle: avaliar e implementar proteção adequada, procedimento operacional e orientação aos trabalhadores envolvidos.
  • Responsável: área interna designada pela empresa para acompanhar a ação.
  • Prazo interno: definido conforme criticidade e viabilidade técnica.
  • Evidência: registro da adequação, orientação realizada e verificação posterior.
  • Acompanhamento: confirmar se a medida reduziu o risco e se permanece efetiva.

Esse tipo de organização evita que o risco fique apenas descrito no inventário.

Ele passa a ser tratado como uma ação acompanhável, com prioridade, responsável e critério de verificação.

Boas práticas para um plano de ação realmente útil

  • Priorize os riscos mais relevantes, especialmente aqueles com maior potencial de causar danos aos trabalhadores.
  • Aplique a hierarquia de controles sempre que possível, buscando medidas mais efetivas antes de depender apenas de comportamento individual.
  • Evite ações genéricas, como apenas orientar colaboradores, quando o risco exige controle técnico, organizacional ou coletivo.
  • Registre responsáveis e status de execução para manter rastreabilidade.
  • Revise o plano quando houver mudanças em máquinas, processos, layout, atividades ou exposição ocupacional.
  • Integre o plano de ação à rotina de gestão da empresa, para que o PGR seja um processo vivo de prevenção.
  • Mantenha coerência entre inventário de riscos, medidas propostas e registros de acompanhamento.

A Prezervare Segurança e Saúde do Trabalho, com 21 anos de experiência em SST, atua na elaboração do PGR conforme a NR-01, incluindo inventário de riscos, avaliação técnica e plano de ação.

O suporte técnico contínuo informado como diferencial contribui para que as empresas não apenas recebam o documento, mas tenham apoio na organização das medidas de controle e no acompanhamento da gestão de riscos ocupacionais.

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